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Ferraz de Vasconcelos

Ele nunca pensou que emprestaria o nome para uma importante cidade da Grande São Paulo.
Pouco se sabe desse engenheiro, nascido na cidadezinha de Santa Luzia do Carangola, em Minas Gerais, em 1880. Com 31 anos estava no Rio de Janeiro, empregado na Estrada de Ferro Central do Brasil. Muito respeitado pelos colegas, coube a ele projetar a tão desejada estação ferroviária (veja história) para a crescente Vila de Romanópolis. Mal acabado o projeto, nosso engenheiro foi convocado como superintendente da circulação de tropas na revolução de 1924, em São Paulo. O que sabemos hoje é que ao fim da revolução José Ferraz estava muito debilitado e doente, vindo a falecer na Capital de São Paulo aos 44 anos. Pouquíssimo tempo depois de sua morte foi inaugurada a estação que ele havia projetado, e os responsáveis pela obra acharam que seria bom homenagear o jovem engenheiro, tão respeitado pela comunidade. 
 
Até aí tudo bem. O que ninguém poderia imaginar é que as pessoas passariam a dizer: “Vou parar em Ferraz” ou “Vim de Ferraz” e com isso sobrepor o nome “Ferraz” ao verdadeiro nome da vila: Romanópolis.
Talvez por não ter um fato muito importante em sua vida, que justificasse tornar-se nome de cidade, foi que alguns tentaram tornar a sua morte um pouco mais, digamos, interessante.
 
Assim surgiram muitas versões para os últimos momentos de José: O jovem engenheiro teria morrido por conta de estilhaços de uma granada; ou de uma bala do inimigo no calor da batalha; ou ainda, pilotando uma locomotiva cujo maquinista estava à morte. Há até versões menos heróicas mas igualmente trágicas: ele teria sido morto em um assalto. Enfim, o que fica é isso: José Ferraz de Vasconcelos nunca pensou que seria nome de cidade, mas como a voz do povo é a voz de Deus, ganhou um lugar nos mapas importantes de São Paulo.
 
População total: 168.306 hab
Área em km2: 29,566
Densidade demográfica: 5692 hab/km2
 

Como você pode conferir em História, Ferraz de Vasconcelos já foi um importante produtor de frutas. Hoje, sua força está na indústria, comércio e serviços.

Desde muito tempo os tropeiros conheciam aquela parada revigorante, em Poá, onde o tanque de água boa, perto da igrejinha de Bom Jesus, ajudava a enfrentar as dificuldades da longa jornada entre São Paulo e o Rio de Janeiro. As terras ao redor desse tanquinho tinham fama de serem muito férteis e o clima do lugar também era muito bom. Por isso, por volta de 1900, quando a igreja, dona das terras, resolveu vendê-las em pequenos lotes, muitas famílias arrumaram suas malas e para lá se mudaram com o sonho de plantar, principalmente, frutas, como a novidade do momento: a uva itália, uma delícia para se comer até a casca. Deu tudo certinho: em poucos anos, a região prosperou e trouxe grandes investidores como a Cia. Agrícola e Territorial Romanópolis, cujo empreendimento gerou a Vila de Romanópolis criada ao longo da Estrada de Ferro Central do Brasil. 
 
A vila estava a apenas 30 km da capital do estado, mas era como se estivesse a centenas de quilômetros, já que não contava com uma estação ferroviária que permitisse o embarque de pessoas e mercadorias nos trens da Central. Todo transporte era feito por estradinhas mal conservadas, que ficavam intransitáveis nos períodos de chuva. Um inferno. Muitos pedidos oficiais foram feitos mas a EFCB não quis saber de construir a estação. A Cia. Romanópolis decidiu que era um bom negócio fazer, ela mesma, a tão desejada parada do trem. Em 1926 foi finalmente inaugurada a estação homenageando o Engenheiro José Ferraz de Vasconcelos (veja curiosidades).
 
Mas a tão aguardada inauguração não trouxe o crescimento esperado. Ao contrário, a década de 1930 foi de forte crise econômica mundial, com os negócios indo de mal a pior. Conta-se, por exemplo, que os grandes comerciantes, industriais e fazendeiros da região reuniam, diariamente, um dinheiro para comprar algumas passagens da Central e com isso garantir que os trens fizessem paradas regulares na estação recém inaugurada. 
 
Esse sufoco durou um bom tempo, mas em 1953, o pouso ao redor do tanquinho de água fresca que deu sombra e descanso para tantos tropeiros e viajantes, já era numa cidade populosa, independente de Poá, reconhecida oficialmente como o Município de Ferraz de Vasconcelos.
 

Comentários

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Natan Firmino (07/08/2015)

Ferraz de Vasconcelos tem história sim. E muita gente ignora. Sensacional!

Daniel Matos (01/10/2015)

Sou mineiro de Teófilo Otoni e fui adotado por Ferraz de Vasconcelos a 8 anos. Na inauguração da galeria de prefeitos o ex prefeito Makoto Iguchi contou que para a cidade ser emancipada, precisava ter arrecadação, então os homens que tinham posses no vilarejo seo articularam e começaram comprar terrenos no cemitério da Saudade até alcançar a arrecadação necessária para que a vila fosse emancipada.

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